À sombra da frondosa timbaúva

outubro 9, 2009 at 4:49 pm (Divagações do Peralta)

Por Valnir Peralta 

 Árvores frondosas, bonitas e que são capazes de chamar a atenção até de quem as observa de longe, sempre foram motivo de inspiração para poetas, românticos e cenas de filmes que marcaram a história do cinema. Quem entre os mais antigos, assim como eu, não lembra do clássico “E o Vento Levou”, do diretor Victor Fleming. Uma cena do casal romântico Scarlet O’hara e Red Butler, protagonistas do filme, embaixo de uma árvore frondosa e magnífica. Até os mais insensíveis não passam despercebidos diante de uma árvore dessas.

A “árvore misteriosa” que fica no centro da cidade tem sido objeto de controvérsia, desde que uma matéria foi publicada no jornal O Farroupilha, onde era chamada de Flamboyant. Depois disso, um leitor atento informou ao jornal que o nome da árvore é Timbaúva, originando assim uma saudável polêmica. Dentro desse contexto de dúvidas e desencontro de informações, a coluna “Eco do Calçadão” lançou um desafio para que os leitores que soubessem o nome correto, se manifestassem de todas as formas possíveis. Muito mais do que tentar descobrir o nome científico e popular da árvore a iniciativa buscou, através deste desafio, interagir com a comunidade. A participação opinativa do leitor é fundamental para uma boa informação.

Se a árvore do Calçadão falasse e pudesse contar tudo que está na sua memória por mais de 20 anos, com certeza existem muitas passagens. Imaginem quantas histórias de amores e desamores ela foi testemunha. Durante todos estes anos, quantos comícios inflamados de candidatos ela presenciou? Quantas obras ela viu serem feitas, e talvez depois serem desfeitas por algum governo de oposição? Quantas pessoas passaram sob seus galhos e famílias que se abrigaram do sol escaldante à sua sombra? Quantos desfiles ela assistiu na Cel. Pena de Moraes? Quantos poetas buscaram inspiração em dias nebulosos?

Em um tempo que se fala tanto em preservação ambiental, ter uma árvore deste quilate como foco das atenções, em pleno coração da cidade, sem dúvida é de se orgulhar. Quem sabe ela não se torne ícone para futuras campanhas de instituições e classes que erguem a bandeira ambientalista?

valnir.ofarroupilha@gmail.com

Link Permanente 1 Comentário

O Desabafo de um Colorado!!!

julho 8, 2009 at 11:45 am (Aléferson... alef o que?)

Estive conversando com um amigo meu a respeito da final da Copa do BraSIL ( Internacional X Corinthians ). Ele, como um bom colorado, já prevendo a eliminação de seu time, praguejou contra o time paulista. Cornetas a parte, é verdade que nós, gaúchos de sangue, alma e coração odeamos o Corinthians. Na verdade damos muito valor principalmente para o que é do nosso estado. O resto é o resto. Mas convenhamos, que teve cambalacho conta o colorado ( na verdade, a favor do Corinthians ), ah, isso teve. Esse time, que comemorará seu centenário ano que vem, como todos já sabem, já ganhou torneios de forma extracampo, com mãozinhas que ajudam. Inclusive conta o próprio colorado, em 2005. Como se estivesse prevendo o título para os paulista, esse meu colega, o Fábio, escreveu seu protesto. Acompanhem, nas próximas linhas, o “Desabafo de um Colorado”.

       Aléferson de Menez – Publicitário | aleferson@gmail.com

Viva o País do Futebol!

O futebol se constitui, queira ou não queira, numa forte cultura do povo brasileiro, é sim um espetáculo à parte, envolve pessoas, famílias, instituições, clubes, enfim a sociedade num todo.

Sou um admirador desse show proporcionado pelo homem, porém me frustra, me entristece ver interesses maiores, extra campo, definirem os rumos que devem ser tomados, principalmente nas questões que envolvem o clube de futebol Corinthians.

 Agora percebo uma vontade muito grande de colocarem, a qualquer custo, esse time paulista na disputa da Libertadores da América em 2010, ano de seu centenário, e para isso aprontarão novamente para cima do Internacional. Não bastassem os episódios ocorridos no ano de 2005, “os caras” vêm e querem fazer tudo de novo, “viva o Brasil”!!!

 Ora, se falta competência para sagrar-se conquistador de competições que dão o mérito a tal disputa, do que adiantará entrar nela? Apenas para dizer que “participou”? Não seria melhor se preparar, trabalhar com seriedade e qualidade para entrar em condições de ser campeão? Ou então, e pior ainda, darão um “jeitinho” na Libertadores também?

 O Brasil inteiro sabe, que hoje o Internacional é um exemplo de clube que trabalha com seriedade e competência para alcançar seus objetivos, e mais uma vez estamos vendo a corrupção, tão mal falada e tão praticada, interferir nos méritos do trabalho digno e honesto.

 Reflitam sobre que tipo de exemplo estão dando a população, através desse meio esportivo que abrange 100% da sociedade, será que já não basta o segmento político que dá seus maus exemplos a anos, agora o futebol entra como um reforço de peso no sentido de distorcer os fatos e refazer a realidade ao estilo de alguns.

 Lembrem-se sempre, todos temos família e “filhos”; inclusive os grupos de cartolas e mafiosos do esporte; e esses filhos colherão no futuro isso que se planta hoje, em termos de ética, dignidade e educação. Então pensem e reflitam, no futuro os filhos desses conceitos dissimulados poderão distorcer tudo a seu favor, pois isso lhes foi passado como os padrões corretos de comportamento, assim se forma o caráter dos criminosos.

 Como disse no início desse texto, “viva o Brasil”, que exalta outros valores que constituem sua sociedade cada dia mais “sadia”.

Sinceramente,

Fábio, Publicitário e Torcedor COLORADO.

********

E você, o que acha? Concorda com Fábio? Deixe sua opinião aqui no Papo Bumerangue e concorra a brindes exclusivos. Tá, sobre os brindes é brincadeira, mas mesmo assim, comente! Grande abraço e Fábio, obrigado pela participação!

Link Permanente 2 Comentários

Diplomas

julho 6, 2009 at 9:59 am (Crônicas do Kastanho)

Diplomas

por Roberto Ferrari

Também vou me manifestar sobre a decisão do STF de acabar com a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Sou acadêmico da graduação de jornalismo e isso me é pertinente.

Sei que para muitos essa foi uma decisão absurda, porém, sou favorável. Acredito que grandes jornalistas não surgem nas escolas de comunicação social e sim quando adquirem para o seu cotidiano a verdadeira realidade profissional. Muitos diplomados até atrapalham o andamento do real jornalismo. Porém, a forma com que o fim da obrigatoriedade do diploma foi fundamentada não me agradou.

Primeiro não aceito que as autoridades brasileiras tenham o poder de decidir sobre isso. Em suma, a realidade deles é focada apenas em ações jurídicas ou cambiais. Muitos até votam sem ter conhecimento do que está em discussão. Fiquei estático quando ouvi que o jornalismo é similar à culinária, relacionando-se ao fato de que para exercê-los é preciso ter o “dom”.

Em resposta, acrescentaria que a graduação na área é importante. Ressalto que todas teorias estudadas e debatidas nas incontáveis disciplinas cursadas da faculdade não são apenas conhecimento sem fundamento. Essas teorias fazem a diferença na hora de exercer, bem ou mal, nossa profissão. Claro que não impede o exercício de veicular informação, mas é um diferencial que lhes devia ser analisado. Um jornalista que conhece as teorias de Walter Benjamin, Max Horkheimer e Charles Sanders Peirce, por exemplo, agirá da maneira correta em novos desafios comunicacionais do que aqueles que só conhecem a prática.

Concordo com o ministro Celso de Mello, quando este disse que “a comunicação de ideias, de pensamento, hão de ser livres, permanente livre, essencialmente livres, sempre livres”. Porém, acredito que o que esteve em discussão não foi a “liberdade de expressão”. A pauta era quem podia manifestá-la através do codinome imprensa. Existem diversos meios para que as pessoas expressem suas opiniões, meios que não vão fazer desse direito um meio para o exercício sem responsabilidades e consequências.

O relator, ministro Gilmar Mendes, disse que a exigência do diploma só pode ser feita para as profissões “que de alguma forma podem trazer perigo de dano á coletividade ou prejuízo direto de terceiros”. Mas, então, porque existem tantos processos judiciais rondando as empresas de comunicação? Não seria aconselhável preparar profissionais para situações delicadas, visando evitar erros que repercutiriam em prejuízos à instituição?

Mas, para finalizar, me contento com a decisão. Mas não com a forma que se tratou o assunto. Poderiam ter dito que “não haverá mais obrigatoriedade do diploma pelo motivo de que muitos jornalistas tendem a aprender os conhecimentos essenciais para a profissão em seus cotidianos em mídias e assessorias; porém, cabe a cada empresa de comunicação avaliar a condição de seus contratados para que tenham compromisso com a informação útil e fiel, honrando o nome do jornalismo”. Assim, eu ficaria satisfeito.

Link Permanente 3 Comentários

Mentiras hipócritas

julho 6, 2009 at 9:57 am (Crônicas do Kastanho)

Mentiras hipócritas

por Roberto Ferrari

Hipocrisia se define pelo ato de simular crenças, qualidades e sentimentos que na verdade não existem. É um atributo semelhante a dissimulação, a mentira, ao vício, a falsidade, a falta de postura, a falta de moral, a falta de ética e a traição.
Quantos de nós não vivem ao menos uma situação de hipocrisia, a cada dia vivido?

Vamos citar Joãozinho. Em sua escola há uma diretora que tem como atribuição de seu cargo manter a ordem. Quando ela vê o garoto usando boné, logo o repreende e o tira de sua cabeça, pois é “proibido” o uso de qualquer tipo de chapéu dentro do colégio. Ele fica revoltado e justifica que estava indo embora. Mas ela não está nem aí. Cumpre a sua função. Porém, nesse mesmo instante, o filho dessa mulher, que também ali estudava, aparece com seus amigos. Nota: todos usando boné. Ele se despede da mãe e vai embora. Ainda lhe pede o que vai ter no almoço. E ela? Só responde que vai ter arroz com batatas. E o pobre Joãozinho? Fica sem o boné. Claro que isso é um exemplo ameno, mas vamos pensar.

Mentimos quando afirmamos que o (a) companheiro (a) acordou com uma ótima aparência, mentimos quando dizemos às crianças que estão mais bonitas sem os dentes que lhes faltam, dissimulamos o “bom dia” que nos acompanha por convenção social, falseamos quando perguntamos “tudo bem”? E nem ao menos esperamos a resposta.

Mentimos quando afirmamos que separamos o lixo orgânico do reciclável, que nos preocupamos com a crise, que estamos de dieta, que nos exercitamos por puro prazer. Somos hipócritas a exigir de um governo mudanças sem ao menos tomarmos qualquer atitude.

Convenhamos, alguém deseja ser ou se relacionar com uma pessoa cem por cento sinceridade?

Essas hipocrisias são são dissimulações necessárias para tornar tolerável o convívio social com o vizinho (ou o colega de trabalho) que insiste em fazer gozações quando nosso time perde, para manter a auto estima da criança que acabou de perder os dentes e que ficou parecendo um leprechaun.

Mas, o maior perigo está na hipocrisia pura. Não estamos dispostos a mudar. Votamos sempre nos mesmos políticos corruptos ou estagnados, aderimos a campanhas publicitárias grotescas e esquecemos de separar o lixo.

Realizamos todos “atos secretos”, diuturnamente, e condenamos quem os faz como se fossemos virgens puras vendo um incesto. Secretamente não nos importamos com o aquecimento global, pelo menos até o momento que ele seja sentido na própria pele. Não estamos nem aí em economizar os recursos naturais, com a guerra no Oriente Médio, com os regimes ditatoriais que estão por aí ou com as singelas crianças que estão morrendo de fome e sede na África.

Isso parece ser muito duro de se citar? Questiono a você, leitor, o que já fizeste pelas crianças que passam fome na sua cidade? Isso é palpável de se realizar, mas não é feito. Esperamos que alguém o faça. Essa ignorância com a realidade só alimenta a nossa quota diária de hipocrisia.

Se somos os únicos seres pensantes que habitam esse planeta, precisamos começar a mostrar isso agora. Vamos amar o próximo de maneira prática. Vamos cuidar mais um dos outros. Levantemos de nossas cadeiras de ilusão e vamos acolher quem está sofrendo. Não seja uma pessoa hipócrita.

Link Permanente Deixe um comentário

junho 30, 2009 at 11:12 am (Aléferson... alef o que?)

Peço desculpas aos 6 leitores assíduos do blog. hahahaha Eu sei que é um pouco mais, uns 10 mais ou menos…. Eu sei que estava em falta, mas para compensar, segue um dos meus trabalhos que fez mais sucesso até hoje.  E Detalhe: fato verídico. Acompanhem e morram de rir (da minha pessoa).

   O Pobre Coitado

por Aléferson de Menez

    Essa é para refletir.

    Em determinados momentos de nossas vidas nos deparamos com acontecimentos inusitados. Alguns tristes, outros curiosos, e em sua grande maioria, extremamente cômicos. Quem nunca viu aquelas madames, sempre elegantes, que em um raro momento de azar, tem o salto do seu  sapato preso em uma fresta da calçada? Alguém que compra alguma coisa e quando vai paga-la, pronto: esqueceu a carteira. Ou aquela velhinha simpática, que te aborda por “meu filho querido”, te pedindo ajuda para procurar uma correntinha de são Francisco, que havia perdido por ali. Depois lembra que a deixou em casa, sobre a bíblia, e encabulada, te agradece mil vezes e se desculpa outras mil. Os piores são aqueles caras metidos a conquistadores. Sempre vestindo uma baby look, bem colada ao seu corpo, geralmente  desenvolvido de forma horrível, ou usando aquelas clássicas camisetas “i loveFortaleza” e “saudades de Florianópolis”. Sempre acabam tropeçando em degraus ou esbarrando em senhoras ligeiramente gordas. Depois disso, continuam, sem olhar para os lados.

    E aqueles que batem a cabeça em orelhões? São os mais engraçados. Vão caminhando distraídos, olhando para os lados. A dor se encarrega de avisar que ali tinha um telefone público. Alguns tentam disfarçar e vão usar o aparelho. Outros entram na primeira loja que aparece. Enfim, não importa o que façamos, as situações constrangedoras fazem parte das nossas vidas. E dependendo da reação do pobre azarado, o fato se torna mais ridículo ainda.

    Certa vez um rapaz caiu de bicicleta, na minha frente. – alias, quase me atropelou – ao invés de me pedir desculpas e continuar suas pedaladas, olhou para mim e fez comentários como “bah, cara perdi o controle” e “tomara que não estragou a magrela”. Comentários que não melhoraram em nada a sua situação, apenas o deixando mais constrangido. Nesses casos, o silêncio é o melhor amigo. E claro, posteriormente, os curativos.

   Mas nada é tão humilhante quando você é o próprio azarado. Quando você menos espera, se torna o pobre coitado. O centro das atenções. O infeliz da história. Foi o que aconteceu comigo. E por sinal, até hoje não me perdoei.

    Era um dia como todos os outros, com um pequeno detalhe: estava chovendo. E isso foi o que causou a minha desgraça. Passava das sete horas, o ônibus estava lotado, o sono me  dominava, aumentando ainda mais o meu mau-humor – o meu irmão havia devorado um lanche que eu tinha feito, e pra não me atrasar, fiquei sem o café da manhã – ( mal sabia eu o que aquela manha cinzenta me reservava ). Quando chegamos ao ponto, levantei-me rapidamente para desembarcar. Uma mão segurava a mochila, e a outra, o guarda-chuva. A fila era grande e andava lentamente, o que me deixava mais irritado. Foi quando finalmente chegara a minha vez de descer. E os próximos segundos seriam os mais tristes de minha vida. 

    Mas antes de contar essa parte lamentável da história, caro leitor, quero deixar claro que o que direi a seguir é um fato real. Portanto, pode rir se quiser, mas não esqueça que isso pode acontecer com qualquer um. Inclusive com você. E é isso o que me consola ( um pouco ).

    Estava ali pronto para descer. Cheio de pose, com um ar de “com licença, que eu vou passar”. Rápido, passei pela catraca – aquelas do tipo deitada, com três ferros – e, ao superá-la, ela fez um bruto e terrível movimento, jogando um de seus gelados ferros contra a minha perna – para ser mais exato, atrás do joelho direito. Instantaneamente, a perna dobrou-se, devido ao forte e inesperado impacto. Nesse momento, a primeira coisa que pensei foi “ah não, isso não! Só o que me falta é cair”. E eu caí. Logo que a terrível roleta me acertou, meu corpo pendeu para trás. Estava feita a cagada. Tentei dar um passo para me equilibrar, mas a minha tentativa não deu certo. Só piorou a situação.

    O impacto da roleta e o maldito passo, associados, fizeram com que eu caísse para trás, indo para frente. Ou seja, desci, categoricamente, batendo com minhas nádegas em cada degrau (muito embarrados por sinal  ) até chegar ao chão.

    Fiasco. Humilhação. Um verdadeiro mártir.

    Não sabia o que fazer. Fiquei ali atirado por longuíssimos dois segundos. Estava desolado. Não, aquilo não podia estar acontecendo. Não comigo! “Diga que estou sonhando”. Não, eu não estava sonhando.

Enquanto caía, utilizando de minhas nádegas, degrau por degrau, a coisa que eu mais fazia era me xingar – sim leitor pode rir!

    Depois que meu traseiro encontrou o fim da rota, me dei por conta que a praça central estava cheia.

    – Fuja loco! – gritou um engraçadinho.

     No ônibus e na praça, umas duzentas pessoas. Todas me olhando. “Pronto, acabou a minha vida social” – pensei logo. “O que estão olhando”? e “cuidem de suas vidas, pombas!” era o que eu queria falar. Mas se falasse alguma coisa, tudo iria piorar, afinal, eu que era o pobre coitado daquela da história.

    Queria sumir. Mas para onde? Sair correndo seria ridículo. Podia embarcar em outro ônibus e ir embora, mas todos notariam. Poderia ter simulado um desmaio e ate mesmo uma grave e dolorida fratura, mas isso tornaria a situação, além de constrangedora, um pouco dramática. Olhei para os lados, e notei que em todos os rostos havia uma risada querendo escapar. Puro deboche. Baixei a cabeça e, mediocremente, segui até o meu destino.

   – Mãe, o tio caiu?  - perguntou um garotinho a sua mãe, notando minhas roupas sujas.

   Como disse no começo, em determinados momentos de nossas vidas nos deparamos com acontecimentos inusitados. Alguns tristes, outros curiosos, e em sua grande maioria, extremamente cômicos. Por isso leitor amigo, lembre-se disso: nunca ria de ninguém nesse tipo de situação. Um dia, o pobre coitado pode ser você! 

***

aleferson@gmail.com

Link Permanente 1 Comentário

São João

junho 21, 2009 at 6:54 pm (Palavras da Lély)

Olá pessoal!  Bem, como o dia de São João está chegando, decidi postar um poesia feita especialmente sobre isto. Espero que gostem!

São João

Helen Bampi

É só alegria,

É só diversão,

De noite e de dia,

É festa de São João!

 

Vamos sorrir,

E comemorar,

Vamos nos divertir,

Brincar e dançar…

 

Pipoca e pinhão,

Pé-de-moleque e quindim;

Salgadinho e quentão,

E a lista não acaba assim.

 

Mas não podemos esquecer da fogueira,

E também do ‘roda-pião’…

É alegria, é brincadeira,

É festa de São João!

Link Permanente 1 Comentário

Orgulho Pedestre

junho 19, 2009 at 8:24 pm (Defenestrando com Fabrício, Obras dos Autores)

Oi,mais uma crônica.

Tchau!Leiam a crônica.

Orgulho Pedestre

Por Fabrício Oliboni

Evito caronas. O que não quer dizer muito, já que não disponho de nenhum meio de transporte próprio, sendo assim para qualquer lugar longe que eu queira ir tenho de assumir o posto de co-piloto.

Mesmo que algum amigo tivesse a bondade de emprestar-me seu veículo não faria diferença também. Já que minhas habilidades em um carro limitam-se a: buzinar(um vício contagiante), baixar e levantar o vidro(que me perdoem os botões, mas os de girar a manivela são muito mais legais) e pegar e guardar coisas no porta luva.Regular banco não é comigo, custo a pegar a manha de alguns e por o cinto pode ser tornar uma tarefa extremamente estressante também.

Por essas e por outras sou um pedestre convicto.

 

O que me faz levantar a uma questão que acaba de me ocorrer: se é necessário uma carteira de habilitação para poder dirigir, por que não temos a carteira de pedestre também?

Questão pertinente.

Com pedestres habilitados teríamos uma melhora significativa no tráfego, além de uma diminuição considerável no caos urbano atual.

Quem não tivesse sua carteira de pedestre não poderia atravessar a rua, se esqueceu em casa teria de ficar dando voltas no quarteirão até alguém trazê-la ao seu portador.

No caso de crianças devem trazer uma assinatura dos pais em 3 vias e entregar para o guarda de trânsito mais próximo, caso contrário podem barganhar com algum adulto próximo para que este o leve no colo até o outro lado da rua.

 

Se a carteira de habilitação para pedestres entrasse em vigor eu teria de mudar alguns hábitos, pois caso não o fizesse seria sumariamente reprovado. Hábitos como: ameaçar atravessar a rua e não ir; atravessar a rua vagarosamente com as mãos no bolso; e quando era guri tinha o costume de jogar bola na rua e tentar driblar os motoqueiros. Uma vez quase derrubei um, cruzei a bola para a grande área (imaginária) e ele se infiltrou em meio à defesa na mesma hora, para desviar ele fez um ziguezague violento e quase derrubou as pizzas que carregava consigo.

Caso eu tivesse derrubado o infeliz seriam no mínimo uns 70 pontos na minha carteira de habilitação de pedestre.

Pensando bem, acho que essa história de carteira de habilitação para pedestres não é uma boa não.

Link Permanente 3 Comentários

Seja livre para viver

junho 19, 2009 at 11:28 am (Crônicas do Kastanho)

Bah, parece que o Papo estagnou estes dias… Estou pensando em dar uma reformulada, visto o empenho de alguns autores está sendo destacado… Mas isso vou deixar pro próximo post… Enquanto isso, leiam minha nova crônica.

Seja livre para viver

por Roberto Ferrari

A não ser que esteja preso em um mausoléu em uma ilha cinzenta de concreto e grades, você é livre. Portanto, permita-se sentir a liberdade enquanto pode. O crepúsculo acontece todo o dia, mas não a toda hora. Você já aproveitou esse marcante momento para vê-lo e contemplar cada cor que dança embaixo do escuro da noite? Pois é, quando se vê, o dia já chegou ao fim e só se percebe que o restante do dia foi muito pouco para terminar o que começamos. Quando nos damos conta, o dia terminou e nem tivemos tempo para passar na casa daquele amigo aniversariante ou doente, que espera uma visita especial.

Talvez um dia o pôr-do-sol pare de nos fazer desejar que aquelas insuficientes 24 horas se tornem 72 e não signifique que a jornada está apenas começando, impedindo-nos de jantar em casa e fazendo que só cheguemos em casa quando todos já estão dormindo. É inevitável, a noite chega e mais uma vez não dissemos à pessoa amada o quanto ela nos é especial.

O imediatismo profissional faz com que não tenhamos um tempinho para dedicar para aquele que nos percebe, nos guia os passos, chora e vibra de alegria diante de nosso sucesso; como também sofre com nossas derrotas. Acabamos deixando de lado aquele alguém que sabe do nosso corre-corre e entende nossas ausências em festas de aniversário. Será que não podemos parar um minutinho para, ao menos, pegar o telefone e dizer um “olá” ou um singelo “eu te amo”?

Não quero que pense que tudo está perdido só porque não foste ver seu filho em sua primeira apresentação no teatro ou por ter desmarcado, mais uma vez, aquele jantar com a pessoa amada. Todos podemos interromper a noite de trabalho que será reduzida à mesmice no dia seguinte para dedicá-la às pessoas que nos fazem tão bem. Podemos visitar, convidar para um churrasco, ou apenas fazer companhia para aquela amiga de fossa. Pense, só porque o sol se foi não quer dizer que o dia necessariamente acabou. Não se lamente pelo que deixou de fazer.

Sei que, infelizmente, algumas coisas só podem ser feitas naquela hora, naquele dia, naquele instante. Mas, quando menos percebemos, as pessoas que amamos vão deixar de entender a solidão e irão embora. Nossos filhos arranjarão alguém especial e formarão suas famílias. Nossos amores encontrarão novos amores. Os amigos vão criar asas. Parentes morrerão. E você, estará aí, reclamando que o dia não foi proveitoso profissionalmente.

Não custa nada ligar, mandar um e-mail ou fazer uma visita inesperada. Quem sabe marcar um programa no meio da semana como ir no cinema, à igreja com a família inteira, ou mesmo passar o dia inteiro em uma praça com o nosso amor? Um dia só para vivermos. Porque no dia seguinte, independente desse desfrute ou não, estaremos sobrecarregados de serviço e com aquele estresse habitual mais uma vez.

Permita-se um café da manhã demorado, umas boas gargalhadas com amigos, um sorvete de domingo. Abrace. Viva enquanto podes. Permita-se viver!

Link Permanente Deixe um comentário

Cadê a felicidade?

junho 15, 2009 at 3:42 pm (Crônicas do Kastanho)

Sem enrolações, eis a minha crônica publicada na última semana no O Farroupilha. Go!

Cadê a felicidade?

por Roberto Ferrari

A gargalhada parecia tão real que fiquei procurando um risonho ao meu redor. Pena, era apenas um toque de celular. Só percebi quando reparei naquele segurança alto, barbudo, logo atrás de mim, no banco de trás do ônibus, procurando desesperadamente o aparelho dentro da jaqueta grossa e preta. Na gravação o autor daquele riso engraçado (seria o Bob Esponja?) aumentava o tom da risada até perder o fôlego. Entrei em utopia. Por alguns instantes torci para que o homem não encontrasse o celular. Que riso nostálgico!

Enfim, o cara encontrou o aparelho e, com uma voz grossa, porém rouca, atendeu a chamada. Ao contrário do tom bem humorado do toque , ele parecia nervoso – pra não dizer com raiva. Fiquei frustrado. Não gostei que aquela linda gargalhada fosse interrompida por alguém desanimado com a magia da vida. Até ignorei a cena daquele grandalhão com toque tão ingênuo, tão mágico. Porque ele foi atender?

Queria colocar aquele toque no meu celular, mas logo desisti. Como eu iria interromper aquele lindo risinho descontrolado e inocente. Frustraria quem quisesse conversar comigo.

A realidade nos ensina a sermos funcionais e mecânicos. Atendemos as demandas do celular, atendendo-o assim que ele toca. É um pragmatismo louco dessa vida. Cadê a graça? Esse negócio de “alô, tá me ouvindo?” o tempo todo parece deixar os corações vagos de sentimentos. Sem risadas e devaneios.

Pô, até CPF pedem por telefone. Nem querem saber o meu nome. CPF não é engraçado, meu nome também não, mas ele demonstra vida, existência. Não é uma série de números. Não gosto disso, Quer saber de uma coisa: “Eu não estou, deixe a sua mensagem, quando eu cansar de rir talvez eu atenda”.

Posso ter perdido a minha ingenuidade, mas não quero que a minha sensibilidade se dissipe como se ela não tivesse valor. Posso ter esquecido a piada de cada dia, mas quero continuar sorrindo. Pode a música ter parado de tocar, mas continuo dançando no mesmo ritmo. Quero, de qualquer maneira, perder a vergonha de ser feliz.

Link Permanente Deixe um comentário

O Irmão do Mendonça

junho 11, 2009 at 2:20 pm (Defenestrando com Fabrício, Obras dos Autores)

Feriado.Aeh!

Mas ca estou pra escrever outro texto sem noção.

Enjoy!

O Irmão do Mendonça

Por Fabrício Oliboni

Tarcisio chega ao bar. Aproxima-se do balcão e pede o seu costumeiro “Martelinho”. Ele já está no seu 3º copo, então ele nota que um sujeito numa mesa próxima ao balcão o fita constantemente. Ele já havia visto o tal sujeito ligando para alguém no momento em que chegou ao bar, mas não achou nada demais e desde então havia concentrado sua atenção ao barman e suas idas e vindas com seus drinks. O estranho é que o sujeito o olha e logo em seguida olha apreensivo para o relógio, dando a impressão de esperar alguém.

Então a porta do bar se abre. E o “alguém” chega.

 

O “Alguém” aproxima-se do sujeito e sussurra:

-Tem certeza de que é ele?

-Afirmativo.

Então Tarcisio viu “Alguém” vindo em sua direção e logo após um sonoro “Paaaah”!

 

Tarcisio acordou. Estava tentando recobrar todos seus sentidos. Sua cabeça girava alucinadamente. Então ele ouviu uma voz:

-Você está aqui por causa do Mendonça?

Ainda meio tonto Tarcisio respondeu:

-Mendonça?Quem é Mendonça?

-Não se faça de desentendido!Você é o irmão dele. Eu já vi você com ele há algum tempo atrás, ele me disse que você era irmão dele. Isso antes do que ele fez.

-Peraí, peraí!Não to entendendo nada, não sei quem é Mendonça e vocês me confundiram com outra pessoa. É pegadinha?Cadê a câmera?

-Mendonça me falou que você tinha medo de cobras. Vamos descobrir se ele estava mentindo ou não.

Então ele chama um capanga e o manda buscar a tal da “Naja”, antes de ele ir buscar a cobra Tarcisio o interrompe abruptamente dizendo para ele não fazer isso. Tarcisio está em pânico.

Alguém diz:

-Eu sabia você é o cara que nós imaginávamos. Você veio aqui para se vingar da morte do seu irmão. Mas eu garanto que você vá mudar de idéia rapidinho.

-Não, não!Eu não sou irmão do Mendonça, juro!Muitas pessoas têm medo de cobra, eu sou uma delas, mas isso não quer dizer que eu seja o cara que vocês procuram. E quem morreu?O que houve?O que esse cara fez para isso?

-Você sabe. Vamos te dar mais um tempo para você pensar no assunto. E pense bem. ”Paaaah!”.

Tarcisio foi à lona novamente.

 

-Hei,acorda,acorda!

Tarcisio acordou. ”Alguém” e seus capangas tinha ido embora. Quem o estava chamando era uma loira, muito bonita por sinal. Um pítel!Então Tarcisio disse:

-Quem é você?Onde estão àqueles caras que me bateram?

-Eu disse a eles que falaria com você, garanti a eles que você não estava aqui atrás de vingança. Agora… Você não lembra de mim?Deve ter sido pela pancada que você levou logo você melhora. Eu era namorada do Mendonça, mas… Você sabe que eu sempre gostei de você, e ainda mais agora que ele morreu. Então…

Tarcisio pensou: ”Já tomei duas bordoadas por nada, ta na hora de me aproveitar dessa situação”.

-Sim, é uma pena mesmo o que houve com o Mendoncinha, (cara de cachorro largado na esquina), mas não vim me vingar dele não. E quanto a nós?Hein?

 

Dessa vez Tarcisio acordou sem nenhum brutamonte lhe cuspindo na cara. E sim com uma bela loira escorada em seu ombro. Ele pensou: ”Dois golpes certeiros+uma bela loira pra curar as feridas, e algo mais=saldo positivo”.

A loira acorda:

-Oi, errr… (ainda não sabia o nome dela) morzinho. Dormiu bem?

-Ahunnn. Vem cá, por que você disse àqueles caras que não era o irmão do Mendonça?

-Eu não disse?Nossa não lembro de muita coisa de ontem, devo ter ficado meio amnésico. Nem me lembro o que houve com meu irmão, aliás, onde ele está?

-Tadinho. Você deve estar bem confuso mesmo, ele foi morto por que mentiu para aqueles caras.

-Mentiu para eles?Sobre o que?

- Ele disse ser outra pessoa, fingiu ser o informante do Silveira. Ele mereceu. Quem finge ser outra pessoa, ainda mais para gente como nós, merece perecer até a morte. Não acha?

Tarcisio suava frio. Sentiu um liquido quente lhe escorendo pela perna. Agora foi.

-Realmente, seu irmão pediu por aquilo. Peraí!Sua Identidade caiu no chão, me deixa pegar.

Tarcisio age no puro reflexo:

-Deixa que eu pego.

Link Permanente Deixe um comentário

Te perdi…

junho 8, 2009 at 6:47 pm (Palavras da Lély)

Olá pessoal! Bem, aí vai uma poesia extremamente romântica… ou triste… hehehe! Ah, não gosto de escrever coisas tristes, mas como amo estes versinhos decidi publicá-los. Espero que todos gostem; e, por favor, comentem!

Te perdi…

Helen Bampi

Há dias que te perdi,
E já não onde estás…
Nem sei mais se me verás,
Porque hoje sofro sem ti.

Com tantos sonhos me iludi;
E com promessas ficarás.
Por mim abandonado serás,
Sem alguém amando a ti…

Embora a dor continue aqui,
Contigo sempre a carregarás…
Pois eu de sua vida já parti.

E sei que não voltarás…
Porque em meus sonhos eu morri,
Na ilusão de que poderias me perdoar.

Link Permanente 1 Comentário

Igors

junho 7, 2009 at 4:09 pm (Defenestrando com Fabrício, Obras dos Autores)

Saudações!

Saindo do forno(não literalmente) mais uma crônica de minha autoria.

Sem mais delongas aqui vai:

Tchau e obrigado por todos os peixes.

Aliás,aqui vai:

Igors

Por Fabrício Oliboni

Ciganos. Ta ai um pessoal que conheço pouco, mas que muito me intriga.

Mesmo sendo praticamente leigo no assunto vou tentar discorrer a respeito. Esta opinião que vem a ser calcada em meros achismos de minha parte.

 

Por um lado abomino os ciganos. Mesmo.

Acredito que isso se deva ao fato de eles terem dentes de ouro (que todos sabem, só fica bem em piratas e no Reginaldo Rossi) e daquela costumeira abordagem das ciganas de: “Posso ler a sua mão?”.

 

Por outro lado, acho muito engraçados seus trajes, usam umas bombachas esquisitas e camisas cheias de babados, e as mulheres quase sempre estão com vestidos de bolinhas que não fariam feio numa festa junina.

Por um bom tempo achei que todos eles fossem ajudantes de circo, isso devido a sua incrementada vestimenta.

 

Outra coisa interessante a respeito dos costumes ciganos devem ser suas festas.

Há boatos de que uma festa de casamento dura uns 3 dias – com intervalos, é claro – dependendo da ocasião.

Imagino os quitutes presentes na festa, vários doces e salgados exóticos e provavelmente ponche. E bastante.

Quanto à dança, é batata que em algum momento da festa role um Macarena coletivo.

 

Em um quesito ciganos são todos iguais pra mim, nomes.

Todos eles se chamam Igor. E as mulheres são simplesmente “ciganas” – mas acredito que uma boa parte delas recebeu o nome Sara.

Tenho essa idéia de que todos cigano é Igor desde a infância, acho que vi em algum programa de TV algum cigano com esse nome.

Desde então, associei o nome a ciganos e até hoje não sei outro nome de cigano.

 

A propósito, encontrei um cigano na rua há alguns dias atrás.

Resolvi acabar com essa cisma a respeito de “Igors” e fui pedir o nome do cidadão.

Ele não se chamava Igor.

Seu nome era Sebastian.

Nome bacana.

Link Permanente 2 Comentários

Ponderações da semana

junho 5, 2009 at 5:58 pm (Crônicas do Kastanho)

Sem grandes filosofias de vida, cito o que surgiu nessa instável mente durante a semana. Surpreenda-se, “tem de tudo”. Mesmo.

Ponderações da semana

por Roberto Ferrari

- Engraçado como o termo reality show no Brasil é praticamente sinônimo de enclausuramento. Mesmo aquelas produtoras que não objetivam mostrar cada passo de seus participantes acabam por os isolar da convivência familiar e de uma rotina social. E ainda definem esse tipo de programa como o show da realidade. Vai entender.

- Me contaram uma piada de loira. Aquelas que tipicamente titulam essas nobres mulheres como seres com inteligência limitada. Mesmo sendo contra esse tipo de preconceito, confesso que não consigo não rir. Esta se refere a uma loira que adentrou uma biblioteca achando estar em uma lanchonete. Ela seguiu até o balcão de entrada e se dirigiu a mulher que estava sentada do outro lado. “Quero um milkshake de morango sem açúcar”, disse em voz alta. A bibliotecária arrepiou os cabelos. “Seja educada! Fale mais baixo que aqui é uma biblioteca!”. A loira, espantada com a advertência, olhou pasma para os lados. Após um minuto de silencio, voltou-se à mulher à sua frente mais uma vez e, sussurrando bem baixinho, disse “Quero um milkshake de morango, sem açúcar, por favor.”

- O mundo musical sofre com o poder da internet. Isso não é novidade. Nesta semana o cantor Kanye West ficou muito revoltado quando descobriu que o clipe da música Paranoid havia caído na internet sem ter sido aprovado ainda. “É frustrante quando essas coisas acontecem porque eu realmente me preocupo com o produto”, disse a um site. Ainda assim, o fato é que o clipe vazou mesmo e a presença da cantora Rihanna surpreende. A grande amiga de Kanye não canta, somente protagoniza a história do vídeo – com cenas para lá de picantes, diga-se de passagem.

- E o frio chegou para lascar. Faz tempo que não consigo sentir na pele o clima de outono ou o de primavera. Os dias parecem ser quentes demais, abafados, de fazer suar, ou frios, de tremer os calcanhares e de congelar a baba. Não tenho posição formada sobre esse tal de aquecimento global. Todos os argumentos que li – prós e contras – são muito bem fundamentados e apresentam provas suficientes para alguém os seguí-los como mantras. Como não sou especialista da área, prefiro não ter opinião formada a respeito desse assunto, mas mesmo assim busco não jogar lixo no chão ou usar produtos com aerosol. Vai que seja isso mesmo que esteja causando todo esse frio danado. Preciso comprar um cachecol mais grosso.

- Admito que de vez em quando eu tenho um surto psicológico que me faz tentar esganar pessoas que estão a milhares de quilômetros de onde me encontro. Antes que você se espante, vou explicar um caso que me fez tremer os nervos essa semana. Como todos sabem – a maioria pelo menos, que se mantém informada -, um airbus da Air France, desapareceu dos radares após decolar no último domingo, dia 31, do Rio de Janeiro em direção a Paris. Bem, como já era de se esperar – mas não de se tolerar -, apareceu um sujeito alegando ter “previsto” a “catástrofe” ainda em 2007. O nome deste referido cidadão eu não irei mencionar, mas é fácil encontrar artigos na internet sobre a sua premonição. Bem, fico estupefato com situações semelhantes a essa. O “vidente” diz ter enviado correspondências para autoridades alertando para o que iria acontecer e para provar colocou-as em sua home page (estranho é que estas cartas foram escritas em máquina de escrever; será que ele não tinha como ter digitado?). Verídico ou não, é muito fácil dizer “eu não disse?” Hipócrita e tendencioso, esse sujeito está contando glórias por algo catastrófico que previu e que não conseguiu evitar. E eu “quero esganar ele”.

************

r.kastanho@gmail.com

Link Permanente Deixe um comentário

A Escócia, O Soldado, A Saia e o Vento

junho 2, 2009 at 12:43 pm (Aléferson... alef o que?)

     Observe e tire suas próprias conclusões:

SERÁ QUE O VENTO ESTAVA GELADO?

SERÁ QUE O VENTO ESTAVA GELADO?

Primeira Questão : Por quê eles insistem em usar aquelas saias?

Segunda Questão: Não existem roupas de baixo na Escócia?

Terceira Questão: O que aquele fotógrafo estava fazendo ali?

Quarta  e última questão: Será que o soldado soube que sua bundinha foi fotografada?

E tu, que estás aí parado, o que acha?

***********

aleferson@gmail.com

Link Permanente 1 Comentário

A Metamorfose (dos Sentimentos)

junho 1, 2009 at 12:46 pm (Aléferson... alef o que?)

Caindo um pouco fora do meu estilo de escrita, desta vez proponho uma leitura mais crítica do que divertida. Porém, bem interessante. Acompanhem minha resenha crítica sobre o livro A Metamorfose, do escritor alemão Franz Kafka. De quebra, já fica uma boa sugestão de leitura.

A Metamorfose ( dos Sentimentos )

por Aléferson de Menez

Um dos maiores sucessos do escritor alemão Franz Kafka, o livro A Metamorfose faz com que pensamos quais são os verdadeiros valores que realmente importam para vivermos em sociedade. Escrito de forma simples e envolvente, o livro narra a incrível história de Gregor Sansa, um jovem e humilde caixeiro viajante, que trabalhava e sustentava sua família. Morava com seus pais e irmã, em um pequeno apartamento. Sua vida mudou dramaticamente a partir do momento em que, ao despertar de uma noite de sono inquieto, encontrou-se metamorfoseado em um gigante e monstruoso inseto.

Um dos grandes pontos para se refletir após a leitura desta obra é onde foram parar o amor e atenção da família de Gregor, no momento em que ele mais precisava? O verdadeiro valor do ser humano é colocado em cheque por Kafca: será que somos importantes apenas quando servimos à alguém? A família de Gregor, não podendo mais contar com sua ajuda financeira e perdendo o conforto por ele proporcionado, obriga-se a buscar recursos para sustentar-se. Enquanto isso, Gregor é esquecido em um quarto escuro e vazio, onde o único contato que tem com o mundo é olhando pela janela. Do filho querido e amado Gregor passa a ser um  verdadeiro incomodo.

Kafka mostra de maneira profunda e inteligente a angustia e o sofrimento dos seres humanos, que muitas vezes mesmo querendo agir, sofrem pelo desinteresse e desprezo da sociedade.

A Metamorfose foi a forma encontrada por Kafka para fazer seu desabafo: não agüentava mais viver naquela sociedade, onde os fracos e diferentes ( caso de Gregor, na forma de inseto ) viviam de forma alienada, sem ter chance e voz para nada. Apenas cumpriam ordens e seu maior dever era levar dia após dia submetendo-se as vontades e ambições alheias.

E fica a grande reflexão: até que ponto somos úteis para as outras pessoas?

********

baseado na obra “A Metamorfose”, de Franz Kafka

aleferson@gmail.com

Link Permanente Deixe um comentário

Next page »

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.