Orgulho Pedestre
Oi,mais uma crônica.
Tchau!Leiam a crônica.
Orgulho Pedestre
Por Fabrício Oliboni
Evito caronas. O que não quer dizer muito, já que não disponho de nenhum meio de transporte próprio, sendo assim para qualquer lugar longe que eu queira ir tenho de assumir o posto de co-piloto.
Mesmo que algum amigo tivesse a bondade de emprestar-me seu veículo não faria diferença também. Já que minhas habilidades em um carro limitam-se a: buzinar(um vício contagiante), baixar e levantar o vidro(que me perdoem os botões, mas os de girar a manivela são muito mais legais) e pegar e guardar coisas no porta luva.Regular banco não é comigo, custo a pegar a manha de alguns e por o cinto pode ser tornar uma tarefa extremamente estressante também.
Por essas e por outras sou um pedestre convicto.
O que me faz levantar a uma questão que acaba de me ocorrer: se é necessário uma carteira de habilitação para poder dirigir, por que não temos a carteira de pedestre também?
Questão pertinente.
Com pedestres habilitados teríamos uma melhora significativa no tráfego, além de uma diminuição considerável no caos urbano atual.
Quem não tivesse sua carteira de pedestre não poderia atravessar a rua, se esqueceu em casa teria de ficar dando voltas no quarteirão até alguém trazê-la ao seu portador.
No caso de crianças devem trazer uma assinatura dos pais em 3 vias e entregar para o guarda de trânsito mais próximo, caso contrário podem barganhar com algum adulto próximo para que este o leve no colo até o outro lado da rua.
Se a carteira de habilitação para pedestres entrasse em vigor eu teria de mudar alguns hábitos, pois caso não o fizesse seria sumariamente reprovado. Hábitos como: ameaçar atravessar a rua e não ir; atravessar a rua vagarosamente com as mãos no bolso; e quando era guri tinha o costume de jogar bola na rua e tentar driblar os motoqueiros. Uma vez quase derrubei um, cruzei a bola para a grande área (imaginária) e ele se infiltrou em meio à defesa na mesma hora, para desviar ele fez um ziguezague violento e quase derrubou as pizzas que carregava consigo.
Caso eu tivesse derrubado o infeliz seriam no mínimo uns 70 pontos na minha carteira de habilitação de pedestre.
Pensando bem, acho que essa história de carteira de habilitação para pedestres não é uma boa não.
João disse,
junho 20, 2009 às 9:57 pm
Aaaa agora ta explicado por que tu tomo o tapão do motoqueiro sem razão nenhuma enquanto caminhava na rua, deu no meio das perna dele quando era guri, talvez ele se lembro e foi cobra. Tu ja se ligo nisso? Motoqueiro catimbeiro!
Viviana disse,
junho 21, 2009 às 10:04 pm
Percebo que essa idéais só poederia vir da tua mente. Que é tudo, menos normal.
Eu diria até estranha. Mas com certeza, o texto excepcional e brilhante. E você também não tem outro lugar pra jogar bola e ainda quase mata o motoqueiro!
Bem que ele fez, de ir se cobrar.
Susana disse,
novembro 1, 2010 às 7:41 pm
tah loko. e eu trabalho contigo.
que viagem…. hehehhe