À sombra da frondosa timbaúva
Por Valnir Peralta
Árvores frondosas, bonitas e que são capazes de chamar a atenção até de quem as observa de longe, sempre foram motivo de inspiração para poetas, românticos e cenas de filmes que marcaram a história do cinema. Quem entre os mais antigos, assim como eu, não lembra do clássico “E o Vento Levou”, do diretor Victor Fleming. Uma cena do casal romântico Scarlet O’hara e Red Butler, protagonistas do filme, embaixo de uma árvore frondosa e magnífica. Até os mais insensíveis não passam despercebidos diante de uma árvore dessas.
A “árvore misteriosa” que fica no centro da cidade tem sido objeto de controvérsia, desde que uma matéria foi publicada no jornal O Farroupilha, onde era chamada de Flamboyant. Depois disso, um leitor atento informou ao jornal que o nome da árvore é Timbaúva, originando assim uma saudável polêmica. Dentro desse contexto de dúvidas e desencontro de informações, a coluna “Eco do Calçadão” lançou um desafio para que os leitores que soubessem o nome correto, se manifestassem de todas as formas possíveis. Muito mais do que tentar descobrir o nome científico e popular da árvore a iniciativa buscou, através deste desafio, interagir com a comunidade. A participação opinativa do leitor é fundamental para uma boa informação.
Se a árvore do Calçadão falasse e pudesse contar tudo que está na sua memória por mais de 20 anos, com certeza existem muitas passagens. Imaginem quantas histórias de amores e desamores ela foi testemunha. Durante todos estes anos, quantos comícios inflamados de candidatos ela presenciou? Quantas obras ela viu serem feitas, e talvez depois serem desfeitas por algum governo de oposição? Quantas pessoas passaram sob seus galhos e famílias que se abrigaram do sol escaldante à sua sombra? Quantos desfiles ela assistiu na Cel. Pena de Moraes? Quantos poetas buscaram inspiração em dias nebulosos?
Em um tempo que se fala tanto em preservação ambiental, ter uma árvore deste quilate como foco das atenções, em pleno coração da cidade, sem dúvida é de se orgulhar. Quem sabe ela não se torne ícone para futuras campanhas de instituições e classes que erguem a bandeira ambientalista?
Aleferson disse,
dezembro 8, 2010 às 4:58 pm
Mas esse blog está abandonado!!!!