Gaúcho autêntico sim, narcisista não
Pessoal, este é o meu primeiro post. Espero que gostem. Vou aguardar o comentário de vocês. Toda a avaliação dos blogueiros será importante para que eu possa aprender mais e aperfeiçoar minha escrita. É isso aí gente, vamos trocar figurinha!
Gaúcho autêntico sim, narcisista não
Por Valnir Peralta
No texto A hipérbole e Narciso, do jornalista Renato Dalto, que foi publicado no jornal do MARGS, em março de 2004 o autor faz uma análise da Estátua do Laçador onde ele destaca, entre outros, o fato do laçador representado pela estátua estar de esporas, com o laço na mão e sem o seu cavalo. Segundo a argumentação do jornalista, o uso de esporas só deve existir quando o cavaleiro estiver montado no cavalo, no caso, quando o laçador estiver laçando a cavalo e não a pé. Isso para ele configura um erro grotesco na obra de arte.
Sendo assim o autor considera que uma estátua deve retratar a história fiel aos fatos. Já segundo a opinião do jornalista Roberto Ferrari no blog “Papo Bumerangue”, este tipo de arte deve “apresentar uma mensagem romantizada de um acontecimento”.
Com certeza, o objetivo da Estátua do Laçador, não é representar as lides campeiras do gaúcho, com toda sua indumentária. Mas ilustrar o sentimento e o orgulho do gaúcho. Sentimento de um povo que conquistou esta terra através das batalhas e do sangue derramado por seus heróis anônimos. A estátua projeta no povo do presente o sentimento de perseverança, a coragem, a determinação e os valores dos heróis do passado. Fazendo com que, nós hoje, tenhamos orgulho de viver nesta “terra que tem dono”.
Portanto não se deve apegar a ideia de que a estátua deve retratar o fato de um modo histórico e fidedigno, mas sim, demonstrar o sentimento que orgulha um povo de seu passado e o impulsiona para um presente com a motivação para transpor os obstáculos do nosso tempo e ultrapassar os limites desta “terra globalizada”.
Em outro ponto do texto o autor considera que a estátua demonstra um olhar altivo olhando para o horizonte comparando-a com mito de Narciso e acha esta postura um exagero, chamando-o assim de hipérbole. Mas para mim, o que a estátua revela com seu olhar altivo não é arrogância, mas demonstra o perfil de um povo determinado e que está preparado para os desafios do dia-a-dia, que a vida nos impõem a todo instante. Narciso tinha orgulho de si mesmo. O Laçador demonstra orgulho de um povo, de suas conquistas e de suas origens. Valores estes tão essenciais para a preservação da cultura de um povo. Os gaúchos tem impregnados em seu ser estes valores de forma bem definida. O Laçador não configura um Narciso cinzento, mas sim um gaúcho na sua essência.
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valnir.ofarroupilha@gmail.com
Reconhecimento cinzento
Bem, fiz esse texto para a disciplina de Português para Comunicação II, do curso de Jornalismo da Unisinos. Acredito que será de agrado da maioria, principalmente dos gaúchos.
Reconhecimento cinzento
por Roberto Ferrari
Engraçado como alguns autores tratam determinados assuntos com um sarcasmo moderado mas acabam sendo vítimas de suas próprias alfinetadas. Claro que esse equívoco não acontece explicitamente, pois poucos percebem o ocorrido. Mas, se formos analisar, encontraremos casos desse tipo em diversos textos. A hipérbole e Narciso, texto do jornalista Renato Dalto, publicado no Jornal do MARGS, em março de 2004, é um deles.
Durante as suas considerações iniciais, o autor destaca o sentimento bairrista do gaúcho – o orgulho puro, propriamente dito – em paralelo com a história farrapa. Porém, em certo momento, usado para fundamentar e “alfinetar” a superioridade de seu alvo, o jornalista destaca a dita errônea pose da Estátua do Laçador, símbolo porto-alegrense e personagem mítico sul-rio-grandense. Cita a presença de esporas em um peão que nem sequer está em presença de seu cavalo. Como isso pode acontecer, não é mesmo?
O auge de sua crônica é também o ponto onde qualquer artista ou cidadão com conhecimento gerais sobre arte e sentimentos pode contra-argumentar. Uma estátua retrata, em suma, a história fiel aos fatos ou uma mensagem romantizada de um acontecimento? Para o autor, é o primeiro item. Para quem entende, realmente, do assunto, é o segundo. Se a necessidade fosse apresentar ao público uma fato fidedigno da trajetória do gaúcho, o escultor teria sido escritor; ou jornalista. A Estátua do Laçador representa um sentimento específico. Logo, não pode-se atrelar exclusivamente a fatos históricos ou em detalhes na composição da vestimenta. A existência da espora exige que haja um equino?
Claro que nem tudo que Dalto afirma é fruto de uma pobre avaliação factual. Em sua conclusão, o objetivo fica claro e até se pode entender porque se empregou um exemplo tão cinzento de sentimentos. O jornalista é contra o orgulho exacerbado em algo que não é real; a pose superior sem um ideal para defender. Ora, isso é consideravelmente comum em se ouvir vindo de um gaúcho que está avaliando a cultura que o cerca. Como não sei a naturalidade do autor, prefiro acreditar que um texto tão rico em considerações não seja apenas uma mera análise.
Agora, em tributo à Estátua do Laçador, defenderei o seu real sentido de sua existência: a manutenção diária do reconhecimento a origem gaúcha. O protagonista representado de maneira eternamente sólida mostra aos seus contempladores e àqueles que apenas passam por ele que os moradores dessa terra sempre estiveram de cabeça erguida para os desafios, sem desânimo. Sozinho, ou acompanhado de seu cavalo, o peão jamais aceitava a exploração da “sua gente”. Com suas esporas pontiagudas, o gaúcho crava a audácia na mesmice.
O Laçador simboliza a busca eterna pelo bem-comum, onde ninguém vai ser julgado pelas suas crenças ou pelo que aparenta ou não ser. Com ou sem esporas.
Sentindo o desafio
Lembrarei com satisfação da última quarta-feira, Dia do Desafio! Confira meu depoimento veiculado no O Farroupilha desta semana.
Sentindo o desafio
Por Roberto Ferrari
Para quem já pratica um esporte regularmente, os quinze minutos propostos pelo Dia do Desafio para se exercer uma atividade física são uma tarefa muito fácil de se realizar. Se o nome deste evento – que ocorreu na última quarta-feira – propõe que as pessoas se sintam desafiadas, um grupo de esportistas não poderia apenas se restringir a esse pequeno espaço de tempo. É preciso se sentir desafiado. Superado fisicamente e mentalmente. É preciso sentir o desafio.
E nesse espírito desafiador, em torno de 19 pessoas, entre skatistas e ciclistas (os bikers), buscaram mostrar que era possível se estender por mais de horas a atividade física. Estive presente entre essas pessoas que vestiram a camisa do Dia do Desafio e confesso que a união e o comprometimento com uma tarefa sem grande causa nobre – como um manifesto ou campanha de agasalhos e mantimentos – nunca havia me deixado tão arrepiado.
A ideia original que o grupo teve foi de promover um revezamento no Skate Park de Farroupilha, onde cada skatista ou biker permanecesse por algumas horas no local, praticando o esporte já conhecido e se revezasse com outros após algumas horas. Uma maratona de 20 horas! Porém, como o clima não se mostrou tão envolvido com a iniciativa, uma forte neblina se instaurou na primeira hora da atividade, que iniciou as 0h de quarta-feira. Reunião!
Não podíamos deixar o ânimo se abalar pelo tempo desfavorável. Também não era correto expôr alguns em um local muito úmido sabendo que muitos destes teriam que trabalhar assim que amanhecesse. Desistir? Não. Foi decidido adiar por algumas horas a tarefa. E foi assim que ocorreu. Era 1h da madrugada quando todos se despediram.
Quando o relógio marcou 8 horas, fui o primeiro a chegar no local, convicto em iniciar mais uma vez o desafio proposto pela “galera”. Confesso que ainda não tenho todas as manhas e não sei fazer manobras grandiosas em cima de um skate, mas permaneci perseverante. Mas não fiquei sozinho por muito tempo. Logo surgiram mais “desafiados”. O Dia do Desafio tinha iniciado novamente e não terminaria até cumprirmos o nosso objetivo.
Após uma pausa no meio-dia, a tarde chegou e ocorreu o revezamento do pessoal. Saí de lá e fui trabalhar. Mas, como não me aguentei, entrei em contato várias vezes com aqueles que ainda estavam lá e com aqueles que haviam prometido aparecer. Quando meu “expediente” terminou, voltei para lá. Porém, o fator clima atrapalhou mais uma vez. Contabilizando praticamente dez horas de maratona e revezamento, decidi que era a hora de parar. O desafio promove a qualidade de vida e não o comprometimento da saúde.
Quando informei aos restantes que a tarefa havia terminado, senti um alívio e uma imensa realização. Através desse gesto, acho que estes bikers e skatistas desenvolveram um potencial para buscar o que querem. Parar algumas horas de um dia útil não é algo tão simples como imaginei. Mas, apesar de todos imprevistos e barreiras, o Dia do Desafio marcou a amizade e o comprometimento com o esporte no grupo. Pessoas convictas tendem a ir longe e é isso que espero. O próximo desafio? Não sei, mas já estamos preparados e dispostos. Rumo a superação!
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Não posso deixar de agradecer a equipe do Sesc Farroupilha (principalmente a Joice, a Luciana, a Ana, a Graziela e o Egui) pelo convite para participar do Dia do Desafio e pela atenção às carências do Skate Park. Também não posso deixar de elogiar o trabalho da Secretaria de Obras (Secretário Arielson Arsego e demais servidores públicos) pelos ajustes na iluminação que propiciaram a realização da atividades durante a noite e à Brigada Militar pela atenção ao nosso objetivo.
Mas, acima de tudo, agradeço aos meus colegas “de pista”, que se mostraram dispostos a deixar as suas rotinas por algumas horas e enfrentaram a serração – e alguns tombos – rumo ao objetivo coletivo.
Obrigado a todos que me fizeram viver um dia inesquecível.
Morte Lucrativa
And here we go again…
Sim,mais uma crônica provida desta mente doentia.
Aqui vai então,tudo de bom e Salute!
Morte Lucrativa
Por Fabrício Oliboni
Quase todo mundo sabe da fama que os judeus ostentam em serem sovinas incuráveis. Capazes de qualquer negócio, se isso vir a beneficiar “o lojinha”.
Sabendo disso, posso começar a contar a história de Jacó.
As coisas não iam nada bem para Jacó. Desde que cortou acidentalmente uma de suas trancinhas encaracoladas ele vinha de mal a pior. E de pior passou para deplorável.A perda da trancinha foi o estopim para a derrocada de Jacó.
Ele estava desiludido com a vida. Muitos problemas, falta de perspectivas, Samira (sua esposa) não o satisfazia mais.
Então chegou o dia em que Jacó decidiu tomar uma atitude a respeito.
Optou pelo suicídio. Sim, Jacó queria se matar.
Tentou enforcar-se. Não deu certo porque ele empilhou cadeiras demais, e para cumprir o seu intento ele teria que chutá-las. E como havia pago caro por elas achou arriscado quebrá-las e desistiu da idéia.
Cogitou a possibilidade de um tiro na cabeça. Mas tanto uma arma, munição e detergente (Samira iria ter que limpar o sangue no chão né) não eram os itens mais baratos na época.
Fez ainda algumas outras tentativas, mas todas frustradas.
Jacó ainda não havia conseguido bater as botas.
Até que um dia uma lâmpada se acendeu sob sua cabeça. E ele teve uma idéia.
Após 1 mês encontraram Jacó novamente.
E ele estava com as botas devidamente batidas. Finalmente.
Jacó foi encontrado em um depósito abandonado na empresa aonde trabalhava.
Foi localizado com a ajuda de Samuel (outro judeu) que acidentalmente deixou uma moeda cair no chão, que caprichosamente acabou indo parar no bendito depósito na qual Jacó se encontrava de pés juntos.
Logo após foi encontrado um bilhete no bolso do paletó de Jacó. Eis aqui suas derradeiras palavras:
“Espero que demorem a encontrar este bilhete, pois quanto mais tempo eu continuar aqui sem ser encontrado mais horas extras eu ganharei.
Samira, cuide do lojinha”.
Pecados capitais
Bem galera, tô meio atucanado nessa semana… Sabe, Nossa Senhora do Caravaggio… Bem, segue abaixo mais uma crônica publicada no O Farroupilha. Comentem!
Pecados capitais
Roberto Ferrari
Em um planeta onde seus habitantes necessitam viver em harmonia para que suas existências perpetuem o máximo de tempo possível, alguns sentimentos precisam ser evitados. Já que os pecados capitais difundidos pela religião são contestáveis, em suma, preferi fazer uma nova lista.
Nessa listagem, o preconceito é o primeiro. Seus derivados, como o racismo e a pouca fé em pessoas desconhecidas, tornam as pessoas amarguradas e anti-sociais. A sua existência num mundo globalizado tende a atrasar o avanço da humanidade. Preconceituosos atrapalham. Se achando superiores e discriminando outros, eles são verdadeiros mala-sem-alça. São praticamente inúteis e servem somente – se isso é servir – para impedir um mundo mais solidário entre todos.
O segundo item é a indiferença. Sua existência vive ao lado de moradores de ruas, de crianças prostituídas nas esquinas e no adolescente que está entrando no mundo das drogas. A indiferença permite que muitos pecados ocorram, em erros que jamais se apagarão nas mentes de suas vítimas. Quem dela faz uso não percebe o prejuízo que causam para uma comunidade. Por isso, é impossível dizer que uma pessoa indiferente é ética. “Tapar” o problema não é solução. É um pecado.
O terceiro, mas não menos importante é a acomodação. Alguns poderiam classificá-la como a preguiça, mas conheço pessoas que são preguiçosas em suas ações porém procuram fazer pelo menos alguma coisa para que sua realidade negativa mude. Aceitar o mundo como ele é e sofrer com atitudes mesquinhas de outros é se conformar que uma ferida não vai fechar. Diabéticos da perseverança. O mundo é mutável, em cada ponto. É só querer e buscar.
O quarto pecado é a insensatez. Motoristas alcoolizados, jovens sem limites e pais suicidas. Esquecem que em uma sociedade as suas ações não interferem apenas em suas vidas: elas respingam também sobre a de outros. Misturada com o primeiro pecado, ela pode criar falsos justiceiros, como os nazistas, que acreditam que suas monstruosas ações impulsionavam a tranquilidade para um ilusório bem-comum. Paranoia.
O quinto é o excesso de conservadorismo. Algumas pessoas se negam a aceitar novas formas de agir e pensar e se apegam a costumes irracionais, sem justificativa prática e alegam que mudar é perigoso, que destroi a cultura. Manter a mente aberta para as novidades permitem a evolução do ser, a valorização da intelectualidade. Ousar é determinante para a permanência de uma espécie, sob ressalva daquela que é insensata.
A sexta e a sétima são repetições das já conhecidas inveja e ira. A inveja descontrolada estimula uma competição irracional onde o prêmio nunca é satisfatório. Em uma amizade, a sua ocorrência é frustrante, pois vitórias em excesso de uma pessoa podem lhe tornar invejada. Já a ira é a demonstração, também descontrolada, da raiva. Ninguém está sempre contente, mas exaltar de forma bestial este sentimento negativo pode trazer ferimentos emocionais e até físicos.
Enfim, parar de encarar o mundo com ideias retrógradas é o primeiro passo para avançarmos, individualmente e coletivamente. Quanto a essa listagem, peço que não se apegue muito a ela. Mesmo sendo coerente com o que vivemos, o melhor é usar o nosso ponto de vista ético. Só praticando a ética poderemos saber que nossas ações são produtivas para o bem-estar de todos.
Sintonizando
Bom,cá estou para postar minha 2º crônica aqui no blog.
Essa é pra quem é viciado em futebol(meu caso),ou como diria o Seu Madruga “Os Futebolistas”.
Espero que gostem.Ou não.
Boa Noite e Boa Sorte!
Sintonizando
Por Fabrício Oliboni
Dia de jogo. Jogo importante. É a final.
Camisa oficial, bandeira, apito, galhinho de arruda, medalhinha de santo e outras superstições mais. Confere.
Tudo OK para o jogo. Agora é só ligar o rádio. TV quebrada (devido à tensa semifinal) e grana curta me obrigaram a optar pelo velho radinho de pilha.
Liguei o rádio. O jogo está prestes a começar e o narrador vai divulgando a escalação das duas equipes. A peleia vai começar, o juiz vai soprar o apito e…não assopra. Pelo menos eu não ouvi, já que eu mexi sem querer na sintonia do rádio e mudei de estação.
Nada demais. Basta sintonizar de novo.
30 minutos de giros inúteis para a esquerda e direita depois, o sangue começa a fermentar.
Mexi na antena. Nada.
Troquei as pilhas. Nadicas.
Respirei fundo. Pelas minhas contas já acabou o 1º tempo. Minhas unhas também.
1×0 para o Rádio.
Aproveitei o intervalo para fazer novas tentativas de tentar acompanhar o jogo. O tour pela vizinhança não rendeu.
Um não estava outros não tinham rádio, um torcedor do time rival aproveitou a oportunidade pra rir da minha cara, e ainda por cima se negou a dizer o resultado parcial do jogo (bom sinal, devemos estar ganhando). Enfim, nenhum progresso.
Já estou de volta a minha casa. Já devem ser 20 minutos do 2º tempo. Começo a perder as esperanças. Tento dar leves batidas no rádio, como que para acordá-lo. Sem sucesso. Ele ainda dorme profundamente, aliás, até faz “Schhhhh”.
O tempo é implacável. Pelas minhas contas já devem ser 45 do 2º do tempo. Haja coração!
A fúria toma conta. Carinhosamente ponho o rádio no chão. Tomo distância. E dou aquele bico no “Schhhhh” do capeta.
O que sobrou do rádio murmura baixinho seus últimos suspiros: “Gooo…ooo…ll”!
E é do meu time, ganhamos!Ganhamos!
Após toda euforia, cheguei a uma conclusão sobre o ocorrido: Tenho de comprar uma TV nova.
Para não doer os ouvidos
Recebi este texto por e-mail. E simplesmente foi um dos melhores que já adentraram em meu correio eletrônico. Ele não estava assinado. Que pena, pois eu certamente daria os parabéns para o redator. E você , comete algum dos erros abaixo?
Para Não Doer os Ouvidos
Todo mundo já ouviu estas bobagens “n” vezes; agora alguém se preocupou em juntá-las e esclarecê-las. Um verdadeiro serviço de utilidade pública. Eviter dizer:
Menas (sempre menos)
Iorgute (iogurte)
Mortandela (mortadela)
Mendingo (mendigo)
Trabisseiro (travesseiro)
Trezentas gramas (é O grama e não A grama)
Di menor, di maior(é simplesmente maior ou menor de idade)
Cardaço (cadarço)
Asterístico (asterisco)
Beneficiente (beneficente – lembre-se de Beneficência Portuguesa)
E lembre-se também: Mal – Bem Mau – Bom
A casa é GEMINADA (do latim geminare = duplicar) e não GERMINADA nascer, brotar;
O peixe tem ESPINHA (espinha dorsal) e não ESPINHO. Plantas têm espinhos.
Homens dizem OBRIGADO e mulheres OBRIGADA.
O certo é HAJA VISTA (que se oferece à vista) e não HAJA VISTO.
“FAZ dois anos que não o vejo” e não ” FAZEM dois anos”.
POR ISSO e não PORISSO “
HAVIA muitas pessoas no local” e não “HAVIAM”.
“PODE HAVER problemas” e não “PODEM HAVER….”
PROBLEMA e não POBLEMA ou POBREMA (deixe isso para o Zé Dirceu )
A PARTIR e não À PARTIR
Para EU fazer, para EU comprar, para EU comer e não para MIM fazer, comprar ou comer (mim não conjuga verbo; apenas “eu, tu eles,nós, vós, eles”)
As pronúncias: CD – ROM é igual a ROMA sem o A. Não é CD-RUM (nem CD-pinga, CD-vodka, etc). ROM quer dizer read only memory – memória apenas para leitura.
HALL é RÓL não RAU, nem AU
E agora, o horror divulgado pelo pessoal do TELEMARKETING: não é eu vou ESTAR mandando, vou ESTAR passando, vou ESTAR verificando e sim eu vou MANDAR, vou PASSAR e vou VERIFICAR (muito mais simples, mais elegante e CORRETO).
Só mais uma: por favor, arranquem os malditos SEJE e ESTEJE do seu vocabulário. Isso é Xuxismo, “Hebe”steira
Mande aos seus amigos e inimigos. Se circula tanta bobagem pela internet, porque não circular coisa útil?
Acrescento: o certo é CUSPIR e não GOSPIR.
Fora os que falam estou “soando” referindo-se ao calor… O certo é suando, com “u”, pois quem “soa” é sino!
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Reflexões Estúpidas (1)
Bom,periodicamente postarei aqui algumas observações,frases ou teorias deste ser demente que vos escreve.
Devido ao início da temporada do “congelamento de bigodes” e “uso de polainas”(o inverno) minha 1º observação tem como tema o frio.E que frio.
Ai vai:
Reflexões Estúpidas (1)
Fabrício Oliboni
Dizem que o frio é psicológico.
Se isso fosse verdade mesmo os Eskimós seriam os melhores psicólogos do mundo.
É ou não é?
Água…
Bom, pessoal, estou postando meu primeiro poema aqui no blog. Como o assunto é ‘água’, que é algo que devemos valorizar, peço que, se for possível, deixem as suas opiniões… Abraços a todos!
Água…
Helen Bampi
A água… fonte de vida,
Que banha os oceanos;
Vai de encontro ao mundo…
A água… que todos necessitam,
Que todos admiram por sua imensidão…
E ainda assim, há quem não a valoriza…
A água… que um dia foi tão pura e cristalina,
Mas o ser humano, com seu próprio egocentrismo,
Acabou por esquecer que toda essa beleza,
Poderia ter um fim…
E infelizmente a própria natureza,
Cansada das cruéis atitudes humanas,
Está respondendo por si só…
A água… que corria livremente pelos rios afora,
Distribuindo partículas de alegria em um mar azul,
Já não é mais a mesma.
E nunca será se não mudarmos de atitude…
Precisamos agir logo,
Salvar o que há de mais precioso,
Construir um novo amanhã.
O ‘planeta água’ nos implora ajuda,
E é nosso dever auxiliar…
Downloads
Sem mais delongas, mais um texto publicado no O Farroupilha.
Downloads
Roberto Ferrari
Globalização. Vivemos a era digital. A informação necessária nos chega de maneira rápida, a distância de um clique. Temos a comodidade de sabermos tudo o que queremos: desde notícias sobre catástrofes mundiais até quem é o novo affair da cantora Madonna. A internet mudou a forma de se comunicar. Porém, desenfreou outras ações que fazem ela perder todo o encanto. A interação incentiva a pirataria. Ninguém é dono de nada.
Hoje, tudo se faz pela internet e tudo ocorre por seu intermédio. Fazemos amigos, conhecemos pessoas de lugares distantes e até podemos nos casar através dela. Por outro lado, ela distancia a vida social. Muitas pessoas preferem ficar em casa em companhia do seu computador ao invés de sair casa e conhecer pessoas no método tradicional.
Na internet as crianças têm acesso aos mais variados materiais para aprendizado e bibliotecas virtuais de inúmeros assuntos. Mas também, podem ser alvo de abusos sexuais, pedofilia e pornografia infantil. É um paradoxo da tecnologia para nossa evolução e também a destruição.
Mas já que apenas exemplos econômicos é que realmente repercutem na sociedade, vamos falar em números. A pirataria se propaga na rede. Imagens, músicas e filmes originais são facilmente carregados e difundidos gratuitamente. As empresas que que trabalharam meses e até anos acabam vendo toda a sua prdoução espalhado entre uma confusão de conteúdo ilegal.
Um bom exemplo de frustração gerada pela pirataria foi a versão do filme X Men Origens: Wolverine compartilhada na rede dias antes do lançamento oficial no cinema. Segundo a 20th Century Fox, mais de quatro milhões de downloads foram feitos ilegalmente do longa. A pergunta é, então, quantas pessoas aproveitaram essa possibilidade de assistir em casa o filme e adiaram para outra ocasião a ida ao cinema? Dilemas da internet, mas que não devem amenizar o sentido ilegal da pirataria. Crime.
Vejo, porém, que não é só a pessoa que fica em frente ao PC, fazendo downloads ou uploads, que está realizando uma atividade criminosa. Além dos tradicionais ambulantes muambeiros de CDs e DVDs que circulam por nossos bairros, creio que quem compra esses produtos também exercita a ilegalidade.
É claro que não podemos condenar a internet. Quem faz dela um instrumento ilegal são algumas poucas pessoas que devem ser identificadas e punidas. Quem baixa e compartilha arquivos deve ter um julgamento separado. Nem sempre o usuário sabe que está fazendo algo errado. Os botões de downloads são convidativos. O que realmente é necessário é uma definição de uma lei objetiva que agrade gregos (empresas) e troianos (consumidores sem condições de ter um acervo milionário de músicas e filmes). Enquanto isso, cabe a cada um julgar a suas ações. A internet é uma ferramenta fantástica. Uma benção para alguns, uma maldição para outros.
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Obs: Para fins de conhecimento, apesar desta concorrência ilegal, X-Men Origens: Wolverine foi o filme que mais rendeu este ano na sua semana de estreia.
Harry Potter e a Drag Queen
Bah, quem me diria que algum dia eu estaria noticiando este tipo de informação. É o jornalismo marrom, que feio. Mas é o que dá ibope, hehe. Bem, na parafernália de hoje posto uma notícia do The Sun, que foi re-publicada por várias mídias, como o portal Terra, local onde a encontrei. O assunto? O ator Daniel Radcliffe, conhecido internacionalmente por interpretar o bruxo Harry Potter nos cinemas, está sendo visto em companhia com uma drag queen. Interessado? Continue lendo!
Harry Potter e a Drag Queen
Matéria publicada no Terra, editada por Roberto Ferrari
Daniel Radcliffe, 19 anos, que interpreta Harry Potter no cinema, é companhia freqüente de uma drag queen de Nova York, informa o tablóide The Sun.

Daniel fica amigo de Drag Queen
Ele foi visto jantando com a drag, conhecida pelo apelido Our Lady G, no domingo. Ano passado, de acordo com o jornal, eles curtiram uma festa na cidade de braços dados.
Segundo um amigo próximo de Our Lady G, Radcliffe está fascinado pela cultura das drag queens e sempre faz perguntas. Ele já assistiu a shows da drag e foi muito bem recebido.
“Daniel é um rapaz adorável. Ele e Our Lady G têm saído para comer juntos e ir a festas. Eles tornaram-se bastante próximos”.
Radcliffe e Our Lady G se conheceram durante a temporada do ator na Broadway, na peça Equus, que terminou em fevereiro.
E no mês anterior…
Matéria publicada em abril no portal No1, editada por Roberto Ferrari
Daniel Radcliffe, o intérprete de “Harry Potter”, disse em uma entrevista que gostaria de interpretar uma drag queen futuramente nas telas.
“Eu acho que uma parte de mim adoraria fazer uma drag queen”, disse o ator britânico de 19 anos, que é capa da revista “Details”, “apenas porque seria uma desculpa para usar maquiagem no olho”.
Ele também contou que celebrou seus 16 anos, maioridade no Reino Unido, com uma mulher mais velha. Radcliffe afirma que a diferença “não era ridícula”, mas iria deixar algumas pessoas loucas”.
No final do mês, o ator se apresenta na Broadway com a nova versão da peça “Equus”, onde protagoniza uma cena de nu frontal. Sua performance foi muito elogiada pelos críticos durante a temporada em Londres.
Radcliffe afirmou também que não sofreu de “angústia juvenil” por causa do sucesso gigantesco da franquia “Harry Potter”. “Na maior parte do tempo eu sou feliz”, disse. “E nos dias em que estava infeliz, não foi nada a ver com Harry Potter. Apenas o normal, coisas chatas da adolescência. Inseguranças, espinhas – o normal.”
Considerações finais
Bem, se em abril Daniel estava interessado em viver uma Drag Queen, nada mais normal que ele procurar uma para saber como se portar. Porém, nem todos pensam assim. Fazer o quê…
Churrasco Tenso
Churrasco Tenso
Por Fabrício Oliboni
Domingo de festa. Do Vô e da Vó. Bodas de Ouro dos pombinhos.
No sábado chegaram algumas caravanas de parentes. Gente que eu nunca tinha visto na vida (conforme-se, se sua vó foi uma genitora competente você nunca conhecerá todos os seus primos), e que à medida que chegavam eu pedia seus respectivos Rgs para facilitar a identificação e entregava um crachá para cada.
O Vô e a Vó não se agüentavam de ansiedade. Imagina só, conseguir falar com todos os parentes no mesmo dia e sem precisar escolher o horário em que o DDD é mais barato.
Eu fui incumbido da árdua tarefa de fazer um “churrascão” pra aquele bando de pessoas que tinham o mesmo sobrenome que eu.
Pois bem, tudo transcorria normalmente no Domingo de manhã.
Sobrinhos e primos travando uma briga sangrenta para ver quem conseguia destruir mais vidros e potes de cerâmica; cunhados comentando o quão gostosa é a nova estagiária na empresa; a mulherada fazendo comentários nocivos sobre a sobremesa, roupas, cortes de cabelo e tudo o que estiver ao seu alcance; e os mais velhos reclamando das dores no ciático.
Aliás, nunca pergunte a alguém com mais 70 anos se está tudo certo. Ele dirá que as coisas não estão muito bem, que antigamente as coisas não eram assim, que viu pelo menos um 10 caras jogarem melhor que o Pelé… enfim ele reclamará até ter fôlego o suficiente.
Tudo seguia o cronograma padrão, até que…começaram a pedir quando iria ficar pronto.
-Tio, quando fica pronta a carne?
-Mais uns 30 minutinhos, até isso vai brincando lá, vai.
Cinco minutos mais tarde, uma nova investida:
-Opa, como que ta a carne ai?Vai ou não vai?
-Não demora muito não. Vai tomando uma caipirinha ai que logo sai.
Dois minutos e 37 segundos depois:
-Ta quase pronto ai?É que eu já queria ir pondo os pratos na mesa, e o Silveira falou que daqui a 2 minutos já ia ficar pronto.
-2 minutos não. Demora um pouco mais, guenta ai.
Após tirar dúvidas de mais 4 leigos na arte de assar uma carne, no curto espaço de 2 minutos eu já estava quase quebrando o espeto com a força do pensamento.
Até que recebi o golpe de misericórdia:
-Tu sabia que a família da Odete não come carne né? Porque sendo assim eles não comem churrasco e…
Chutei o saco de carvão. Furei uma bola de Vôlei com 1 espeto. Por pouco não empalei um Pincher também, por pouco.
Mandei todo mundo pras cucuias, pedi desculpas pro Vô e pra Vó e disse que quando eles tivessem vontade era para me avisar que eu os levava pra tomar um sorvete. E fui embora.
Após o ocorrido ambos me confidenciaram que preferiam o sorvete ao invés do churrasco de hoje.
Vai entender.
Conversa Conjugal
Sabe aquele tipo de conversa, que do nada começa a virar uma briguinha boba e rapidinho se transforma em uma guerra? Essa mesmo! É a famosa “conversa conjugal”. Quando um bate-papo desses começa….hummm, é melhor sair da frente. Acompanhe essa crônica e, se puder, pense 3 vezes antes de marcar seu casamento. Abraços!!!
Conversa Conjugal
por Aléferson de Menez
-Amor?
-O quê?
-Posso te fazer uma pergunta?
-Sim, querida. Diga.
-Você Não vai ficar bravo?
-Claro que não. É só uma pergunta, não é?
-Sim é, mas é que…
-Ai ai ai, Maristela! O quê foi desta vez?
-Não, não. Nada de mais.
-Então porque toda essa enrolação?
-Viu?
-Viu o quê?
-Você ficou bravo.
-Eu não estou bravo.
-Está sim.
-Não estou.
-Está sim.
-Eu já disse que não estou, pombas!
-Viu, você falou pombas. Sinal de que está bravo.
-Mas eu não estou bravo.
-Mas falou pombas.
-Ta, eu falei. Mas isso não significa que eu esteja bravo.
-Como não? “Pombas” é uma palavra de desabafo se usada no final das frases.
-Não necessariamente.
-Como não?
-Se eu falasse “eu já disse que não estou bravo com as pombas”, a palavra pombas não se tornaria um desabafo.
-Mas você não falou “eu já disse que não estou bravo com as pombas”, você falou “eu já disse que não estou, pombas”, com um tom de voz mais alto na palavra pombas.
-Tá, mas eu não falei pombas com um tom de voz maior.
-Falou sim.
-Não falei.
-Falou sim.
-Querida, eu não falei a palavra pombas com um tom de voz maior.
-Ah, então você admite que falou a palavra pombas como modo de desabafo.
-Sim, pode ser. Mas…
-Então quer dizer que você ficou bravo.
-Eu não fiquei.
-Ficou sim.
-Não fiquei, eu já disse.
-Ah, você ficou.
-Por quê você deixou a porta do banheiro aberta?
-Não tenta mudar de assunto.
-Eu não estou mudando de assunto.
-Esta sim.
-Não estou.
-Então o que a porta do banheiro tem a ver com…
-Esta bem! Esta bem! Eu admito que fiquei um pouco bravo. Esta feliz agora?
-Eu sabia.
-Sabia o que?
Que você ficaria bravo.
-Mas também, quem não ficaria?
-Eu não ficaria.
-Ficaria sim.
-Não ficaria não.
Silêncio.
-Querida?
-Sim, querido?
-Posso te fazer uma pergunta?
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Bigode de prefeito em eleição
Mais uma notícia bizarra. Essa foi publicada no G1. A notícia fala de uma cidade dos Estados Unidos onde os moradores irão votar decidir se o prefeito deve ou não raspar o bidoge. Muito hilário. Esse mesmo é um homem do povo, que aceita “qualquer sugestão”. Se a moda pega…
Bigode de prefeito em eleição
Matéria publicada no G1, editada por Roberto Ferrari

Resultado da 'eleição' em Murray será divulgado no dia 16 de maio
Os moradores de Murray, no estado de Utah (EUA), vão decidir se o prefeito Dan Snarr deve raspar seu longo bigode. O resultado da eleição será divulgado no dia 16 de maio, mas, no momento, ele já ganhou um voto favorável.Sua mulher quer que ele raspe o bigode, pois ele atrapalha quando eles se beijam. No entanto o Instituto Americano de Bigode, com sede em Saint Louis, pediu para que Snarr mantenha os longos pelos.
O prefeito, porém, acredita que seu bigode está condenado. Snarr fez um compromisso com uma entidade de caridade de raspá-lo com o objetivo de arrecadar fundos.
No dia da votação, os moradores deverão depositar sua doação e, em seguida, colocar seu voto em uma das duas urnas –”barbear” ou “manter”. Snarr disse que ama seu bigode e espera que o povo vote a favor da manutenção.
Dilemas e angústias
Bem, vejo que o blog começa a se movimentar… Para não deixar o pique diminuir, segue mais uma crônica de minha autoria, publicada hoje, dia 8 de maio de 2009, no jornal O Farroupilha. Let’go.
Dilemas e angústias
Roberto Ferrari
Monotonia desestimula. Nada mais desagradável do que ver algo que gostávamos de fazer se tornar apenas produto de nosso cotidiano. O que antes era um objetivo de nossas existências agora se transformou em rotina. O prazer desapareceu. Sem metas para um futuro próximo, ficamos estagnados, com pouca vontade de seguir a vida. Quase parando.
Sonhar estimula o glamour do mundo. Quando sonhamos, almejamos algo que parece impalpável e apenas provável de se realizar. Queremos o que não podemos ter naquele momento. E quando conseguimos, o êxtase não dura muito. Semanas, oito meses, um ano? Logo, desejamos ter mais.
Incansável espírito do ser humano em querer o além. Não nos contentamos. Não aceitamos o que não nos agrada. A ambição impulsiona decisões, ações e emoções. Talvez é por isso que a partir daí surja um divisor de águas.
Vamos dizer que um sonho é como uma montanha repleta de pedras pontiagudas. Para chegar até o topo, precisamos ter paciência e dedicação para não nos machucarmos com suas saliências. Após analisar o território, enfim, arriscamos. Se alcançamos este objetivo, nos sentimos realizados. Porém, essa satisfação acaba quando olhamos para frente e nos deparamos com uma nova montanha logo a frente. Esta, maior e com mais desafios, torna a atual insignificante e nos faz desejá-la, tornando-se o novo objetivo de nossas vidas.
O problema é que nem sempre somos surpreendidos com uma nova montanha. Apenas nos viramos e nos deparamos com um imenso vazio. Ou, também, vemos que uma nova conquista está aquém das nossas aptidões. A montanha já conquistada é alta e descer dela parece ser mais difícil do que a subida. E pra quer ter de arriscar tanto por algo que parece tão longe e tão propenso ao fracasso? Estagnamos. Nos contentamos com a realidade. Afinal, foi isso que sempre sonhamos. Ou não? O que é maior, a ambição ou o medo de errar?
A aflição de uma dúvida impede o caminho à felicidade. Inutilidade: ficamos parados. As mudanças precisam existir, mas o cotidiano já é bruto suficiente com nosso intelecto e a nossa capacidade de discernir as situações vividas está gasta. Mudar parece difícil. Dilemas e angústias.
Qual o momento certo para chutar o balde e arriscar? Vale a pena por em jogo tudo (ou quase tudo) o que conquistamos? Isso, cada um deve saber. Não quero me meter na vida de ninguém, achando que existe solução para todo problema. Não sou um livro de auto-ajuda. Sei que o erro gera arrependimento e nos rasga as entranhas mas, pelo menos, o sentimento vai ser de ter feito algo rumo a felicidade. Contra a mesmice.
Pra que viver quase parando? O melhor é viver sonhando, traçando objetivos e indo a luta. Os desafios não são monstros devoradores de almas. Sonhar é preciso. A ambição não é um pecado tão capital como muitos pensam. O “querer mais” trouxe o homo sapiens a realidade do século XXI, lhe proporcionando a sensação de domínio do planeta. Portanto, não pare! Se está desanimado, busque algo novo e reviva acontecimentos motivadores. Proclame a sua existência buscando a felicidade. Viva!
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